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Aprenda a descobrir seu ascendente e veja como ele influencia seu horóscopo

Universa

10/07/2019 04h00

constellation illustration.

Signo solar, todo mundo conhece, já que é atrelado apenas à data de nascimento. Mas há outro signo bem importante, que não deve ser ignorado. Estamos falando do ascendente, tido como o "cartão de visitas" de cada indivíduo. Só que boa parte das pessoas não sabe qual o seu — ou melhor, não sabia, até agora.

Para início de conversa, vale dizer que o ascendente se refere à constelação que se eleva a leste, no horizonte, no exato momento de um nascimento. Ele pode ser, inclusive, o mesmo signo que o solar.

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De modo resumido, podemos classificá-lo como a persona, a face mais exposta, a apresentação de cada indivíduo, pois é com as características do ascendente que uma pessoa interage com o mundo, da mesma forma que os outros a veem.

O ascendente revela pistas e possibilidades bem prováveis, que vão desde a "máscara" exterior (a forma como alguém é visto, tanto física, como emocional e intelectual) até hábitos e trejeitos pessoais.

"Ele é o início da casa 1 na astrologia. Essa casa representa o instinto, o corpo, as vontades primordiais e básicas de vida. Logo, a vibração do ascendente ancora de forma substancial no físico", pontua Thiago Anselmo, astrólogo, tarólogo e terapeuta holístico do canal Portal Lughnasadh, no Youtube.

Isso significa que vai refletir no fenótipo, no "jeito" corporal e até na sua forma. Por exemplo, se o ascendente é um dos signos ligados ao elemento Terra (Touro, Virgem e Capricórnio), a pessoa tende a apresentar forma mais "concreta", firme, robusta e quadrada.

Em signos de Água (Câncer, Escorpião e Peixes), tem-se sinuosidade, formas curvilíneas e, em alguns casos, tendência para acúmulo de líquidos, enquanto nos signos do elemento Ar (Gêmeos, Libra e Aquário), o ascendente se reflete em corpos mais delgados, leves, esteticamente suaves e com pouca propensão a sobrepeso.

"Com signos de Fogo, veremos a energia e a espirituosidade mais presentes nas expressões, tanto visuais, faciais como corporais: olhos vivos e brilhantes, cabelo chamativo e um comportamento corporal mais expansivo", acrescenta Thiago, sobre Áries, Leão e Sagitário.

Como descobrir o ascendente

É preciso ter três informações, obrigatoriamente: a data, o horário e a cidade de nascimento. As duas últimas, aliás, devem ser precisas, para que se obtenha uma fotografia exata do céu no momento.

"Toda pessoa é resultado da data, do horário e do local em que nasceu. A partir dessa combinação, em um ponto do planeta Terra, se observa as constelações e posição dos planetas e se define o ascendente. Por isso, se duas pessoas nascem no mesmo dia e horário, mas em lados opostos do mundo, é outro signo ascendente que está subindo por conta do posicionamento", explica o tarólogo.

Segundo Thiago, é possível ocorrer diferenças até em nascimentos ocorridos municípios no mesmo estado brasileiro, em decorrência de disparidades na latitude e longitude — e mesmo esse detalhe pode influenciar no mapa natal e nas revoluções solares da pessoa.

O horário em que a pessoa nasceu — informação que consta na certidão de nascimento — precisa mesmo ser exato? Sim, de acordo com o especialista. Ele explica que a cada duas horas há mudança do ascendente no céu, ou seja, a precisão horária reduz chances de divergências na leitura do mapa. Tanto que, em casos de nascidos durante horário de verão, é preciso fazer a adequação dos dados, porque isso também pode impactar.

Agora, se alguém não sabe e não tem como descobrir a hora correta, Thiago explica que existe uma técnica bem complexa chamada "correção horária". "A pessoa precisa responder a uma série de perguntas referentes a datas importantes, de momentos específicos da vida. O astrólogo vai utilizar um programa para elaborar a maior probabilidade de datas. Depois, levanta de três a quatro mapas, faz uma entrevista com a pessoa para conseguir identificar o mapa mais adequado e, com base nisso, descobre-se o horário de nascimento dela", descreve.

E quando se tem os três dados obrigatórios à mão, é possível consultar qual é seu ascendente em ferramentas gratuitas de cálculo e de amostragem do mapa astral — como as disponíveis em Somos Todos Um, Personare e Astrolink.

"Lembre-se que amostragem não é interpretação do mapa. É imprescindível haver um astrólogo para entender e orientar sobre seu ascendente e todas as relações deles com os fatores astrológicos relacionados em seu mapa", pontua Thiago.

O ascendente domina mesmo aos 30?

Existe uma crença de que, por volta dos 30 anos, o signo solar dá lugar ao ascendente. Mito puro! Como esclarece Thiago, isso até pode ser verificado de certa forma, por causa de um padrão de comportamento que ocorre, mas não se trata de uma verdade absoluta. Na real, o melhor é que não aconteça.

"De acordo com a astrologia cármica, o ascendente está relacionado a fatores com a qual nossa alma está acostumada, dadas as últimas encarnações. Com isso, de certa forma, é um campo energético já familiar ao ser encarnado atualmente", argumenta.

Thiago esclarece que, quando uma pessoa chega perto dos 30 anos, encerra um ciclo astrológico muito importante chamado Retorno de Saturno, que é o momento em que esse planeta faz "aniversário" no mapa natal.

"Esse ciclo faz com que o arquétipo saturnino leve a pessoa a encarar assuntos relacionados à sua maturidade e à consolidação da sua personalidade solar — a posição do Sol no mapa, sendo o signo principal. Quando a pessoa, por uma série de razões, não consolida sua maturidade solar, que ocorre após o Retorno de Saturno, ela começa a expressar de si, em si e para o mundo à sua volta sua natureza vibratória do ascendente, como um mecanismo de defesa", finaliza.

Claudia Dias, em colaboração para Universa.

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